O boletim meteorológico anuncia condições climatéricas desfavoráveis ao ambiente de trabalho... 
quero prrrraia!

Que calorrrrrrrrr...


e que sede.. até parece que estou de ressaca, daquelas duras!

Ai ai os contextos

Hoje dizia-me uma colega, oh pá não gostas de carne de vaca, tens de comer carne de cavalo, faz bem à anemia. Enquanto outra dizia cavalo? Cavalo não. Cavalo não se come.. nem avestruzes, por exemplo. E de seguida sai uma frase assim: "desculpa lá, eu não me importo que me montem desde que não me matem para me comer". Gargalhadas. Que pérola Luísa Andrade!

Há as pessoas ditas normais e depois existem os meus amigos:

"Acho lindo covinhas... principalmente quando alguém que eu não gosto vai pra dentro de uma."

Está um dia lindo para aproveitar e...





És talvez a pessoa que melhor me entende, sabes do que falo mesmo quando digo pouco, sentes o que eu escrevo e eu embalo-me na tua voz quando me ligas a dizer que estás feliz, que está a ser um dia do caraças ou que estás quase a entrar em looping mental. Somos pekes demais para o turbilhão de coisas que o mundo engloba. Acordamos todos os dias a pensar que vai ser um dia diferente, mesmo que nada mude, voltamos a dormir e a pedir um dia diferente amanha e... acordamos sempre num dia diferente que acaba por ser igual. Sim, somos diferentes do resto do mundo que nos parece todo igual e, somos diferentes por nos acharmos diferentes, quando toda a gente nos acha igual. Vivemos a tropeçar nas nossas asneiras e dizemos que o fazemos de proposito.. uhh sangue na guelra.. como se fosse a melhor qualidade do mundo! Seguimos sempre o caminho mais difícil porque não sabemos ser fáceis. Estás na parte de dentro do que escrevo, estas do lado de cá do que sinto e, é por dentro, onde nos tocamos que somos iguais. E, as coisas todas que não te digo, as palavras todas que poupo em não falar contigo quando te preocupas em demasia é só por saber que vives do lado de dentro de mim, sei que me conheces de cor. 




Odeio estes pi-pi-pi-pis


Somos feitos da mesma matéria!

Cruzas os dedos com força enquanto mordes o lábio. Sei que desejas que tudo corra bem e também sei que tens medo que tudo corra mal. E tu sabes que eu acredito em ti. Ontem, quando te disse que ia estar sempre aqui para ti, não te menti. Mas quero que acredites em ti mesma. Quero lavar-te dessa insegurança que te faz tremer as mãos e a voz. Porque tu sabes que vou absorver cada lágrima que fizeres deslizar no teu rosto e vou beber da tua dor como se fosse minha. Agora dá-me a mão, o silêncio não chega para que percebas que estou aqui, que sou real. Nunca te deste bem com a ausência de voz, o vazio das palavras. Nunca gostaste que eu as guardasse só para mim. Sempre achaste que as palavras são como presentes, que não se guardam, oferecem-se. E tu sabes que eu guardo cada presente teu, escuto cada palavra desenhada pela tua voz, porque tenho medo do teu silêncio. Na tua boca o silêncio é tristeza, os momentos em que emudeces a voz são punhais cravados no meu coração. E as tuas feridas são minhas também, sangro os mesmos rasgões abertos pelas lâminas que escondes. Anda cá, deixa-me sussurrar-te ao ouvido. 

Porquê o estigma?


Por acaso não fumo, mas não percebo o porquê de tanto olhar de lado para quem o faz...

"Desconfio antes de acreditar, sou indiferente antes de me importar, não me apego a qualquer um e deixo que cada um siga o seu caminho, mesmo que seja diferente do meu. Sei que não posso segurar as pessoas pela camisa e obrigá-las a ficarem ao meu lado, por isso dou o meu melhor sorriso e digo um sincero adeus. Podes ir, se sentires falta, volta. Se eu vou estar aqui? Talvez. Desapeguei.me de ideias, pessoas, lugares e de esperanças. Não espero nada das pessoas, não fico muito tempo no mesmo lugar, não tenho sonhos e não tenho um plano de vida traçado. Vou vivendo assim, dia após dia, feliz com minha mania de não me importar com o que vai acontecer."

Trilhar o dedo numa porta dói. Bater com o queixo no chão dói. Torcer o tornozelo dói. Um estalo doí, dar um pontapé num móvel quando estamos descalços dói, bater com a cabeça na quina duma mesa, morder a língua, as cólicas menstruais e as cáries... ui e pedras no rim então nem se fala. Mas dói muito mais quando nos desiludimos com alguém. Sempre tive muito cuidado quando se trata de amizades e amores. E também sempre me custou mais entender como numa amizade se pode falhar com o outro lado. Custa-me muito mais do que no amor. A amizade é diferente. Pelo menos deveria ser. Desde sempre que me lembro de fazer o possível e o impossível para magoar o menos possível as pessoas que sei que gostam de mim. Já calei muitas vezes para não ferir um coração. E admito que já menti para proteger um amigo. Já fiz das tripas coração para enfrentar uma situação porque seria a única maneira de diminuir a dor de alguém prejudicando-me. E depois tantas e tantas vezes chorei escondida para não preocupar ninguém. Tantas foram as vezes que estava cansada e não dormi para ir ajudar os meus. Não quero um prémio por isso. Mas bolas! E eu? Tantos anos passaram e eu continuava a mesma. Aliás continuo, talvez estupidamente, a proteger aqueles que adoro fazendo de tudo para não os magoar nem deixar que ninguém o faça na medida do possível. Mas a vida, talvez por ironia, ensinou-me que essas pessoas de quem cuido todos os dias à minha maneira são aquelas que hoje em dia mais me magoam. E, por destino ou não, são aquelas que eu jamais me imaginaria a viver sem. Quando dizem que tudo tem uma razão de ser é bem verdade. Porque aquelas que nos magoam são aquelas de quem mais gostamos. Caso contrário não nos sentiríamos tão magoados e irados com a vida. Hoje aprendi que nesta vida poucos vão ser aqueles que se vão realmente preocupar com o meu bem-estar e muito menos aqueles que me irão ajudar sem pedir nada em troca. Deixei de ser tona-da-bouça. Entendi que as desilusões fazem parte da vida e que as mais dolorosas vêm sempre da parte de quem mais gosto e a quem nunca falhei.  É um soco no estomago. Percebi que cada palavra que possa dizer pode vir a magoar o coração da pessoa que daria a vida por mim e estúpida, para essas sou sempre mau feitio e exigente. Para os outros que me lixam estou sempre pronta e está sempre tudo bem. Sei agora que quando me magoam não tenho a obrigação de me fazer de forte. Posso e devo gritar, chorar, espernear e exprimir o que me vai na alma. Caguei! Tudo tem o seu lado mau. A pessoa que me faz sorrir mais em menos de um minuto, de repente, pode tornar-se na pessoa que mais me magoa, apenas com uma palavra inesperada. O momento mais importante da minha vida pode tornar-se no no mais complicado e difícil devido a facadas nas costas. As amizades que considerava verdadeiras e que pensava que iriam durar toda uma vida, tornaram-se apenas em pessoas que já não têm essa importância porque falharam uma, duas, três... muitas vezes. É difícil. É difícil perceber o porquê de tanta mudança em tão pouco tempo. Ou melhor é difícil ter de abrir os olhos depois de uma cegueira manipulada. Aprendi que nas costas dos outros vejo as minhas. Aprendi que para estas pessoas hoje alguém é bestial e amanhã é besta. Aprendi que abro muitas portas e sou muitas vezes um free-pass ao que nunca tinham vivido. Esqueci do que é ouvir "como estás?". Mas um "como estás" que abraça e reconforta. Apesar de tudo trago em mim a certeza de que a vida me vai compensar e dar-me o melhor que ela tem. Adormeço sem consciência pesada na mesma almofada onde já derramei muitas lágrimas e isso é impagável para quem tem princípios e valores firmes. As lágrimas são trocadas pelas melhores gargalhadas e as desilusões substituídas por surpresas inesquecíveis de quem ainda vale a pena. E para as pessoas que me desiludiram por amor ao próprio umbigo? Bem, para elas tenho apenas uma palavra: cotonete! 

Podia ter acontecido antes. Antes deste medo todo, do coração preferir gelar do que bater mais forte. Antes das esperanças terem perdido a cor e passar a desacreditar em tudo e todos. Mas antes, talvez eu não estivesse pronta para cuidar de ti como deve ser. Não sabia até onde podia ir, não me conhecia o suficiente para dar o meu melhor. Então mesmo com meu corpo gritando para eu recuar, da minha cabeça lembrar do fim das minhas outras tentativas por não conseguir dar mais e saber que o meu peito vai apertar com receio de te magoar, mesmo com todo esse medo do mundo, eu escolhi-te a ti. Escolho tentar outra vez, aprender, ensinar, fazer-te feliz. É só deixar o meu medo na gaveta. Fecho os olhos, mando-me e confio que me vais segurar. Confia em mim também. Ao tomar um café numa esplanada entende que ser dono dos meus melhores sorrisos já é bonito demais, certo demais. Não estou a dizer que vai ser fácil, mas eu estou disposta a sair da gaiola. Acho que está na hora de reaprender a voar. E eu vou amar dividir o céu contigo.

E este abanão?


De que estavas tu á espera? Que o amor fosse como na Disney? Finais felizes existem, mas estás realmente á espera que ele vá bater a tua porta de sapato na mão para verificar se te serve na perfeição? Pois espera sentada. O amor é mágico, mas ainda não é Disney.
O amor tem obstáculos mas não limites, tem tempos maus mas sempre bons, tem lágrima que escorre e mão que limpa, tem sofrimento na maior das felicidades, tem solidão acompanhada e até mesmo dificuldades que conseguem ser fáceis!
Tu, princesa, é que às vezes dificultas. Não, claro que não é fácil ser forte a toda a hora, e sim ele tinha as suas manias e imperfeições mas ele amava-te e mais difícil do que ser forte é desistir de quem se gosta… e tu desististe, mesmo depois de ele correr tanto atrás de ti.
Tudo é superável, vais pôr o teu orgulho á frente da pessoa que te ama? Então esquece, ele não vai aparecer á tua porta de surpresa como antes fazia. Às vezes ser forte sozinha não é a melhor opção, desistir do vosso amor muito menos. Tu, melhor do que ninguém, sabes que o vosso amor poderia resultar, o amor tem essa particularidade, quando é verdadeiro (e tu sabes que é), vence tudo! Lembras-te das tuas promessas? Dos "para sempre" e dos lindos filhos que iam ter? Para ele, agora não passam de mentiras, foste tão forte que ele esqueceu de acreditar que até gostavas dele.
Abandonaste o homem da tua vida, deixaste-o na miséria. Às vezes talvez tenhas de deixar de ser princesa, às vezes não podes ficar à espera que ele te vá bater a porta para que resolvam tudo, não depois de o abandonares, às vezes é preciso deixá-lo ser príncipe por um dia, tu sabes que ele merece pelo verdadeiro homem que é. Luta pelo vosso amor, nunca desistas, sabes que ele faz de ti a pessoa mais feliz do mundo, não é? Levanta-te e faz algo antes que seja tarde.

Ultimamente não ando nem triste nem feliz. Só respiro!

Genteee PELOAMORDEDEUS...o que passa na cabeça desses casais recém namorados que postam declarações um no mural do outro pelo menos 3 vezes na semana? Tiram fotos comemorando até o primeiro espirro que um deu na cara do outro, escrevem textos com juras de amor eterno e blábláblá?! Isso é algum tipo de necessidade de auto-afirmação ou é necessidade de provar amor para os outros?! Na boa, para mim namorico que tem apenas meses é normal que seja muito mel mas quando há essa necessidade toda de exposição cheira-me logo a relação que acaba mais rápido que o gelo do meu copo de vodka preta! E queridos, amor declara-se pessoalmente, olhando nos olhos... Desculpem mas não acho que o estado de facebook prove amor, de vez em quando cai bem, mas sempre já é show off blhac...
Aceitar pedido de ex para ser nosso amigo no Facebook é como pedir para o sequestrador "manter contacto" depois de nos libertar, dass!
É engraçado como as mulheres fogem dos homens que tentam fazê-las felizes, e lutam por aqueles que as fazem chorar.
Sair com homens idiotas por carência...não entendo... que desperdício de roupa e maquiagem, amiga.

Eu a pensar.. quando tenho de tomar uma decisão difícil:




Não existem brancos, não existem amarelos, não existem negros: somos todos arco-íris.


Eu e tu.. nozes!

Ao Kisso e ao Pipo

Eu aprendi sem a gramática que saudade não tem tradução!


Não busco coisas valiosas ou que façam sentido, 
busco coisas que me deixam feliz.


Existem duas razões para não querermos falar sobre um determinado assunto. 
Uma, quando não significa nada. 
Duas, quando significa tudo.




Porque muitas vezes precisamos não de alguém que nos levante, 
mas de alguém que se deite connosco e nos abrace apenas.

- O que quer dizer ser adoptado? - perguntou uma criança a outra.
- Significa que cresceste no coração da mãe em vez de cresceres na barriga dela.
Hoje trabalhei com um grupo da APPACDM (Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental). Costuma-se dizer que estas pessoas são especiais... não é à toa. São mesmo. Sempre o soube, sempre os vi como aqueles que acabam por ter sorte em não perceber que o mundo é na maior parte das vezes um local feio repleto de pessoas loucas. Sempre os vi como portadores de corações puros. Pessoas que dão sem nada em troca. Pessoas que sorriem docemente. Senti-me engolida pelo espirito deles. E claro, senti muito muito orgulho dos meninos aos quais dou voluntariado que depois desta actividade me disseram "ó pressora eles têm sentimentos e mesmo aquele que estava sempre com os olhos virados para o céu também era fixe, foram muito simpáticos, quando vamos nós lá à escola deles?" - e é isto que me enche o ♥ e me faz voltar para casa de sorriso rasgado!

Nunca percebi porque é que as mulheres uma semana antes de casar se transformam em unicórnios...

Morte ao Sol, de Fernando Alvim


Entre as muitas coisas que a cidade do Porto tem que a diferenciam de todas as outras, parece-me justo dizer que a noite é uma delas. E digo-o porque já saí muitas vezes à noite no Porto em do que me lembro, não tenho a menor dúvida de que não deve existir no mundo uma outra igual. Esperem lá, podem até existir noites de cidades com muito maior projecção, com eventos e festas e pessoas em número muito superior, mas igual à noite do Porto? Não pensem nisso. As pessoas falam no fado, na gastronomia, nas ruínas de Évora, nas pirâmides do Egipto como os melhores exemplos daquilo que deve ser considerado património mundial. Pois bem, eu proponho a noite do Porto. E digo-o porquê: porque nunca como agora esta noite precisa de ser protegida, tal qual o lobo ibérico. E a verdade é que a querem matar e eu não posso estar a assistir a um homicídio sem fazer nada. Por isso, o que estou a fazer é a gritar e pedir socorro como se tivesse sem pé no mar alto. A noite do Porto precisa de ser salva porque é única e autêntica, e só não vê isso quem não sai à noite. Há uma guerra ancestral entre as pessoas que se levantam às 6 da manhã e as pessoas que se deitam a essa hora, e existe uma tendência para subestimar estas últimas. Como se estas pessoas fossem irresponsáveis, como se a noite não fosse absolutamente essencial para vivermos. É mentira, o divertimento muito inerente à noite é essencial para vivermos. E se repararem bem, são sempre os mais velhos que nos dizem para nos divertirmos em qualquer situação. Se dizemos que vamos viajar, lá nos dizem: diverte-te. Se vamos a um casamento: diverte-te. Se vamos a um funeral: diverte-te. E isto, porque eles sabem. Eles perceberam que a vida sem diversão não faz sentido. E uma cidade também não. Uma cidade sem diversão é uma cidade morta e quando surge uma lei – e surgiu – que obriga os bares do Porto a fecharem às 2 da manhã e as discotecas às 4, é isso que querem: matá-la. Querem esganar a noite do Porto com a força toda, com as duas mãos, até que o pescoço fique roxo e ela se estenda pelo chão aos rebolões. Dizem-me que incomoda alguns moradores? Então que tal colocarem mais segurança nas ruas, mais insonorização nos estabelecimentos, mais medidas que civilizem e harmonizem a zona de que falamos? Dizem que os hábitos têm de mudar, que temos de ser como os ingleses, como os irlandeses, que vão do trabalho para a noite e às 2 da manhã já estão em casa. Com os bonitos resultados que se conhecem, de resto. Mas esperem lá, eu não estou na Irlanda nem em Inglaterra. Se há coisas de que eu me lembro todos os dias é que vivo em Portugal e sou português. E porquê? Porque o país me obriga a isso. E esta coisa de ser português, pode ter – e tem – algumas contrariedades, mas também tem muitas vantagens. E uma delas é justamente sermos como somos, com tudo o que isso possa ter de bom e mau. Mas somos. E há países que não são nada, nem carne nem peixe, nada. E a noite em Portugal é assim: sai-se do trabalho, vai-se a casa mudar de roupa, é o banho, são os dentes, é o perfume, e agora sim, aí vamos nós. E é assim que tem de ser. Ir para a noite directamente do trabalho é como ir para o ginásio correr na passadeira com o fato e a gravata. Isto é, não tem qualquer sentido. E, por isso mesmo, não tem de deixar de ser assim. É assim. E é óptimo. E querem matar a noite do Porto e eu não quero que isso aconteça. Por isto. Porque demorou muito tempo até que o Porto conseguisse ter um pulmão nocturno tão forte quanto é toda a zona das galerias e dos Clérigos. Foram precisos anos, ouçam, anos!, para que vários movimentos absolutamente independentes conseguissem reunir-se numa zona e transformá-la no maior pólo de diversão da cidade. A nova lei não olha a isso, não percebe a importância disso, está-se a marimbar para as pessoas que vivem da noite mas, em muito maior número, aos que se divertem com ela. A nova lei vai destruir todo esse trabalho e vulgarizar de novo a noite. É uma pena, e talvez por isso, em vez da noite, eu declaro morte ao Sol.

"Eles são muito diferentes. Opostos, eu diria. Mas têm algo em comum. A liberdade. O desapego. O medo da entrega. Quem sabe ficando juntos encontram uma solução. Bem que podia né?Ela sempre pensou assim: “Para ficar do meu lado tem que ser melhor que minha própria companhia. Eu tenho que admirar.” E ele me parece um pedaço daquilo que a vida tem de mais charmoso. Ele não faz planos ou promessas, só surpresas, ensinou-a a gostar de surpresas. Ele é diferente."

"Pressora se a tua cor preferida é rosa choque puquié que vens toda de preto. Tás triste hoje?" - ♥

Falas mal de mim nas costas?


Então já agora aproveita e faz-me uma massagem!
Os leopardos não mudam as pintas: um homem que trai contigo vai trair-te, por isso, como é que vais poder alguma vez confiar nele?

Por vezes penso que se calhar só Freud pode explicar como nós, os grandes, apesar de todo este conforto aparente, em forma de idade adulta, nos tentamos esconder nas chuchas em formato de cigarros.



Com cara de fim de dia, mãos cheias de sacos de supermercado, mala a cair-me do ombro, telemóvel a tocar freneticamente e fui interpelada por um estranho com idade para ser meu pai: "Que olhos tão doces que tem". Dei por mim a parar por uma fracção de segundo e a sorrir ao senhor, que me cumprimentou com um acenar da cabeça. Ficou-se por ali, eu agradeci a simpatia e segui caminho a pensar nisto. É certo e sabido que nenhuma mulher gosta de ser comparada a uma febra de porco. Nem gostamos que as nossas mães sejam metidas ao barulho, muito menos em versão ostra. Sejamos francos: quem inventou esse tipo de piropos baratos deve ter muito pouco sucesso entre o mundo dos saltos altos. Comentários deste género (e escuso de escrever aqui os mais ordinários) repugnam-nos e isso, julgo eu, já não é novidade para ninguém. Já uma frase que nos faça sorrir ou, quem sabe, até corar, é na maioria das vezes bem-vinda. Se aquele senhor tivesse feito algum comentário à minha parte traseira, eu automaticamente diria: "Que granda pig que cheira a velho!". Mas como a única coisa que mencionou foram os meus olhos, passou à categoria do "Oh, que simpático". Galanteio, tal como diz o dicionário da língua portuguesa, é uma lisonja, algo que se diz para agradar. Há uma tendência em sermos contidos na hora de elogiar o próximo. Como se algum comentário mais simpático nos deixasse automaticamente no patamar do "isto só pode ser uma tentativa de engate". Tenho um amigo que me diz muitas vezes que estou bonita. Faz o mesmo com a senhora do supermercado do bairro dele, que fica logo toda empertigada por ouvir um elogio à sua mise do cabelo ou ao seu lencinho novo. Diz o mesmo à mãe, que ajeita a saia com a mão e lhe dá um tímido "Oh, deixa-te disso", como resposta. Faz o mesmo aos amigos homens, num descontraído "Tás com bom aspeto, pá!". O efeito, seja em homens ou mulheres, é o mesmo: um sorriso. Um reforço positivo, um mimo, uma forma muito simples de demonstrarmos que apreciamos a outra pessoa não deve ser algo a evitar, mas sim algo a fomentar. Com bom senso. Mas sem demasiadas reservas. Afinal, quem é que não gosta de ouvir algo tão simples como: "estás tão bonita/o hoje"?



Vários amigos meus estão agora a separar-se. Lamento por eles, porque há também um bocadinho de mim que morre com o amor que nunca foi meu mas que vi nascer. Assistir ao fim do amor mata-me. Os meus amigos eram quase perfeitos no amor, ou na ideia que temos dele. Não fossem os deslizes. E os deslizes são graves. Ela desculpou o primeiro, não quis ver o segundo, chorou o terceiro, arrependeu-se de ter permitido o quarto, e se calhar foi ao quinto que disse: “Chega!”. Por deslize não tem que se entender um acto consumado, mas a intenção de cometê-lo. Para mim são igualmente importantes. Enquanto que a pessoa com quem partilhamos a cama está a pensar como vai cometer esse deslize, nós já deixamos de existir na cabeça dela ou melhor só existimos porque somos um entrave ao acontecimento. O meu amigo está a sofrer, é verdade. E há uma parte de mim que também é solidária com a sua dor. É que, para ele, os deslizes não tinham importância nenhuma porque ele gosta mesmo é dela. Deslizes e felizes são palavras que rimam na cabeça dele. E curiosamente rimam mesmo. Mas na minha fazem faísca. Ou o amor ou os deslizes. E deslizes no amor dá qualquer coisa como dois infelizes... escusadamente.

Ontem à noite enquanto pedia uma bebida encontrei um ex namorado e um amigo de longa data. Do abraço reconfortante de quem não se vê regularmente até aos desabafos espontâneos de quem se conhece perfeitamente foram dois goles. Queixava-se o nosso amigo que não dá para se perceber como podem as pessoas manter uma relação amorosa sem serem os melhores amigos, passou por isso e não conseguia compreender como tinham chegado aquele ponto...  Dizia-me não é como tu e ele que ainda hoje são amigos. Coisa que há mais de dez anos lhes dizia com frequência, para mim amizade sempre foi a base. Se o nosso namorado não é o nosso confidente e conselheiro quem vai ser? É a partir dessa base que tudo o resto pode dar certo. No nosso caso o amor não deu certo, aliás sabíamos lá o que isso era. Éramos apenas adolescentes mimados que procuravam adrenalina em duas rodas (maior parte das vezes no ar). Muitas discussões, muitas asneiras, muita alegria, muita vida. Mas éramos amigos, falávamos de tudo, estávamos ali um para o outro na melhor forma que sabíamos dar.  Na verdade ainda ontem dissemos em uníssono que ainda hoje estamos à distância de um telefonema se algum precisar. Mas isto porque sempre foi essa a nossa base, se não fossemos amigos na altura, não teríamos continuado com esta ligação ao longo do tempo e provavelmente todo o cenário de ontem seria diferente.. em vez de um abraço e um brinde às tantas tinha desperdiçado a minha bebida nas costas dele ou teria agido como se para mim fosse invisível e isso não é bonito (ainda por cima quando já fomos tão íntimos ao pronto de trocar chiclas mastigadas, restos de comida, etc etc a dar um beijo... :p)


Desculpem, sou antiga. Gosto de andar de mãos dadas. 
E mais do que beijos e amassos, quero amor e continuidade.
O ideal seria apaixonarmo-nos por um semáforo. Só assim daria para saber a hora certa de parar, esperar ou ir em frente.

Se tivéssemos como voltar atrás, nunca iríamos seguir em frente


Aproveita cada minuto porque o tempo não volta atrás.
O que volta é a vontade de voltar no tempo!

Queria 1 kg e de amor também... sem caroços!

Cuidado ao dizer um não, ou um sim, ou um nunca mais, ou para sempre. Podem mudar a nossa história. São palavras simples, com força enorme.

Acho que a única razão de sermos tão apegados às memórias é que elas não mudam, mesmo que as pessoas tenham mudado.

Xio em Alta Definição


Gosto do papi e da mami. Gosto dos irmãos emprestados. Gosto do meu afilhado. Gosto das Transmorfar e dos Barre Feira. Gosto de gatos, cães e cavalos. Gosto de coca-cola. Gosto de escrever. Gosto de ler. Gosto de dormir. Gosto de praia. Gosto de motas e jipes. Gosto do rio Douro. Gosto de viajar. Gosto da Ribeira. Gosto de neve. Gosto de cozinhar. Gosto de dar boas notícias. Gosto de gozar. Gosto de panicar os outros. Gosto de varandas e terraços. Gosto de trocar ideias. Gosto de melancia e romã. Gosto de sol. Gosto de ouvir italiano. Gosto de chuva na janela. Gosto de conduzir. Gosto de espreguiçar. Gosto de borboletas na barriga. Gosto de sair para jantar e chegar com o pequeno almoço tomado. Gosto de beijos e abraços. Gosto de fazer cadeirinha. Gosto quando uma sms me faz sorrir. Gosto da teoria e do cão de Pavlov. Gosto do cheiro da roupa quando sai da máquina. Gosto de lareira acesa. Gosto da mudança de hora-Verão. Gosto de fotografar. Gosto de tremoços. Gosto de rir sem parar. Gosto de chorar para aliviar. Gosto de gritar no cimo de uma vinha. Gosto de tornar melhor o dia de alguém. Gosto de olhar para as estrelas. Gosto de namorar. Gosto de estar sozinha. Gosto de azeitonas. Gosto de tainadas. Gosto de dançar. Gosto de oferecer prendas. Gosto de me sentir protegida. Gosto do Natal. Gosto de fazer mudanças. Gosto de frontalidade. Gosto de transparência. Gosto de orelhas. Gosto de havainas. Gosto de gomas. Gosto de barba de três dias. Gosto de surpresas. Gosto de ter um sorriso parvo na cara. Gosto de aventuras. Gosto de fucsia. Gosto de massa. Gosto de dar um xi a uma criança desconhecida. Gosto de desporto. Gosto de ler olhos. Gosto de dar a camisola por alguém. Gosto de ter saudades. Gosto de ter alguém a quem me custe dizer adeus. Gosto de cachecóis. Gosto de coisas simples. Gosto de complicar o fácil. Gosto de ti. Gosto de massagens. Gosto de ponto final e também de ...

Não gosto de agulhas. Não gosto de ver sangue. Não gosto de mentira e hipocrisia. Não gosto de abelhas. Não gosto de ter que lidar com os problemas da vida adulta. Não gosto de gente malcriada. Não gosto de transito. Não gosto de ordens. Não gosto que falem de mim. Não gosto de maldade gratuita. Não gosto de traições. Não gosto de violência. Não gosto de pessoas que só têm uma sobrancelha. Não gosto de cerveja. Não gosto de gente piursa. Não gosto de feijão. Não gosto de carne de vaca. Não gosto do cheiro a terra molhada. Não gosto que me toquem no umbigo. Não gosto de curvas perigosas. Não gosto de filas para pagar. Não gosto de balelas. Não gosto de escrita inteligente. Não gosto de nestum. Não gosto de abrir presentes à frente das pessoas. Não gosto de meter gasolina. Não gosto de tirar a louça da máquina. Não gosto de magoar. Não gosto de preto com azul marinho. Não gosto de corar. Não gosto de vinganças. Não gosto de simpatia em excesso. Não gosto de lambe-botas. Não gosto de política. Não gosto de cólicas renais. Não gosto de estar com TPM. Não gosto de rebuçados Dr. Bayard. Não gosto de cumprir regras. Não gosto de estar amuada. Não gosto de cabelo ruivo. Não gosto de arrumadores. Não gosto de bufar ao balão. Não gosto de mel. Não gosto de estar de tara perdida. Não gosto de mudar o óleo. Não gosto de humilhação. Não gosto de acordar com o tau.


Temos sonhos e queremos acreditar neles. Estamos disponíveis para ir até ao fim do mundo por um simples objectivo de vida. Depois vamos crescendo, vamos moldando a nossa personalidade, o ângulo de visão vai-se tornando mais estreito, a sociedade começa a estabelecer-nos os limites, a família diz-nos que há caminhos mais credíveis e certos, os amigos condicionam-nos. E vamos fazendo escolhas. Muitas vezes que nem compreendemos. Escolhas que levam a novas encruzilhadas e a novos caminhos. Perdemos a ingenuidade. Mas tentamos manter o sonho. Chegam os preconceitos, aparecem os obstáculos. Aprendemos a não nos revoltarmos, a aceitarmos as regras, a seguir o que está padronizado. A desistir ou a aceitar que nem tudo o que queremos podemos ter. Enchem-nos de falsos conceitos, de verdades pré-fabricadas e um dia já não sabemos muito bem onde estamos. Mas todos nos dizem para caminhar. Para continuar a caminhar, que "a vida é assim". Mas não tem de ser. Não deveria ser. Acredito que deveríamos sempre manter os nossos sonhos. E que devemos sempre questionar tudo. Da sociedade, aos conselhos que nos dão. Das regras que estão estabelecidas aos caminhos que nos querem impor. E que devemos lutar contra tabus e preconceitos. É difícil. É quase impossível. Mas se calhar é este o meu sonho. E tento mantê-lo aceso. Por vezes, depois de tantos sonhos, de tantas escolhas, de tanto condicionamento, chega um dia e só lá está nada. Tudo perdeu sentido. Afinal que mundo é este? Para onde estamos a caminhar? Está na altura de mudar. De vivermos a nossa vida como a sonhámos e de ser a sociedade a adaptar-se a nós e não o contrário e não tem nada a ver com o que os estratagemas, a esperteza e a sorte que nos proporcionaram é o que resta quando tudo isso acabou. Somos muitas coisas. Mas o eu mais importante não é o que conspira; é aquele que fica quando as conspirações falham. O eu mais importante não é o que fica quando as artimanhas o deixam para morrer. O eu mais importante não é o que goza a sua sorte; é o que continua quando a sorte vai embora. No fim de tudo, o primata há-de sempre falhar-nos. A pergunta mais importante que podemos colocar a nós próprios é: quando isso acontecer, quem é a pessoa que resta?

Trago no olhar visões extraordinárias de seres que eu abracei com os olhos fechados. - Florbela Espanca